João Paulo Dias de Meneses, tenho 43 anos e nasci em 21 de maio de 1982. Sou natural de Palmares (PE), mas moro em Caruaru (PE). Sou casado com Ana Paula desde 2018 e sou pai de dois filhos, Joaquim e Maria Clara, ambos Gen 4.

Sou filho de José Sales e Josefa Maria e tenho quatro irmãos mais velhos: Mauritônio (falecido), Jerônimo, Paula e Petrônio. Tenho formação em Letras (2005) e Direito (2013), com especialização em Linguística e Direito Constitucional, além de mestrado em Direitos Humanos e doutorado em Direito. Atualmente, trabalho como professor e advogado.

Minha jornada no Movimento dos Focolares começou na infância, por volta dos anos 90, por meio dos meus irmãos que participavam de reuniões com outros jovens em Belém de Maria (PE). Fiquei profundamente impressionado com a alegria contagiante desses jovens que visitavam nossa casa a nossa paróquia, o que despertou meu interesse pelo Ideal. Com o tempo, me tornei Gen 3 e, em seguida, Gen 2, sempre querendo com radicalismo viver o Ideal. Participei da Escola Gen 2 em 2000, na Mariápolis permanente Santa Maria, em Igarassu (PE), uma experiência profunda e concreta de vivência da espiritualidade da unidade. Depois da Escola, morei em Palmares e, junto com outros jovens e a comunidade, ajudei a animar setores da Obra de Maria em Palmares e região.

Após um período de afastamento do Movimento, marcado por experiências difíceis na comunidade de Palmares, crises familiares e a morte do meu irmão Mauritônio, me reencontrei com o Ideal. O período da pandemia de Covid-19 me levou a questionar o sentido da vida, o que me fez buscar um retorno mais profundo e maduro à Obra de Maria e à Igreja. Esse processo me fez sentir o desejo de ser um Voluntário de Deus, atraído pelo radicalismo e pelo amor ao Ideal que vi na vida de homens e mulheres.

Atualmente, sou Voluntário de Deus, colaborando com a Comissão da Obra em Caruaru e como assistente da Gen 4. Além disso, eu e Ana Paula participamos ativamente do Movimento Família Nova. Meu principal empenho é ser um fermento na massa da humanidade nos ambientes em que estou inserido, seguindo a vocação de Voluntário.

Hoje, reafirmo meu “sim” à vocação de Voluntário de Deus, consciente de que é uma resposta ao chamado de amor de Deus. Depois de tantos desafios e dores, como as enchentes, o alcoolismo do meu irmão e sua perda, entendo que é preciso “Ficar firme no Senhor” (Fl, 4,1), a palavra de vida que Chiara Lubich me deu, para continuar a construir um mundo unido. Vejo o radicalismo do Evangelho refletido nos voluntários, com a certeza de que a dor é uma oportunidade de amar a Jesus Abandonado, que Maria é minha companheira de viagem e de que a Eucaristia nos sustenta. Meu desejo é que, por meio da minha vida e do meu “sim”, todos sejam um.